terça-feira, 16 de abril de 2013

Como interpretar AGONIA?




“É horrível assistir à agonia de uma esperança”. Simone de Beauvoir

Seguindo a origem grega da palavra agonia sugere “Instante da vida que precede imediatamente a morte”. Uma luta incessante contra a morte. Demarcada pela dor, peculiar, como uma luz de sobrevivência. Onde há a busca de todos os sentidos criativos para minimizar isso. Embasada em algumas teorias de evolução.

Teoria de Lamarck induz que a progressão dos organismos era guiada pelo meio ambiente: se o ambiente sofre modificações, os organismos procuram adaptar-se a ele. Lei do uso e desuso. Exemplo:

- Crescimento do pescoço da girafa. Devido ao esforço da girafa para comer as folhas das árvores mais altas o pescoço do mesmo acabou crescendo.

Em um breve comparativo entre agonia e essa frenética correria diária. É fato e eminente, em proporções distintas, nossa inserção a esse novo olhar de mundo o qual gera um emaranhado de sentimentos similares a essa adaptação como aflição, tormento, tortura, tribulação, perturbação são encarados como sentidos em habituais.

Algum tipo de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) ou uma nova articulação em forma de arte de expressar o ROCK. (Ou qual seja seu estilo musical preferido). 

Acreditando na Lei do uso (Lamarck) a sociedade está adaptando-se a esse conceito ao viver? Trazer essa teoria e com uma maior aplicabilidade, ao ambiente natural, não seria “Instante na vida que precede imediatamente a ação de viver”? Uma forma de enfrentamento. Nosso instinto de defesa gera ações e reações instantâneas pela vida? UM BELÍSSIMO SOPRO.

Essa inversão pode classificar como um alerta. “Despertar ao desuso ou fobias em geral”. Agonia é uma sensação oriunda do sofrer humano. Hilariantemente ou infelizmente um substantivo feminino. Mas pode vir a ser uma infinita produtora de força e impulsão. Buscar o instante que precede da vida e não a morte. Mesmo que mediante a morte o fato se conduz mais efêmero. Explorar a inversão essa pode ser a saída?

Um questionamento atual é como trabalhar positivamente nossa agonia¿ Fica o convite e questionamento de como encarar essa tal “agonia”? Qual sua resposta sobre o tema? Como aflora esse sentido?

Você percebe essa inversão de posicionamento na atualidade. É possível transformar em aplicabilidade positiva? Quais saídas encontradas? Quais medicamentos são usados hoje para lidar com esse fato. Farmacêuticos, egocêntricos, alternativos, terapêuticos, intimistas, alucinados, coletivos ou fuga? Comente sua forma de encarar. Pode ser?
Sugestão de interpretação musical sobre o tema:
Campeão do Festival MPB/80 - "Agonia" com Oswaldo Montenegro



(Patricia Ulmann)