sábado, 27 de abril de 2013

O Elevador - Percepção na vertical – Mistério, terror e situações inusitadas. Uma simples analogia.



Boa leitura !!!
Cápsula de transporte que move pessoas, bens e muitos pensar de forma verticalmente.
Utilizo desse meio desde sempre devido à prática cotidiana é normal. Certo?
Aparentemente um tema tão banal, mas pare e pense quantas vezes pensou em algo ocorrido ali. Nem que seja por alguns segundos. Aos marinheiros verticais nesse momento impulsivamente já há uma associação sensorial de algum fato vindo desse convívio com o camarada elevador e logicamente seus coadjuvantes.
Pensado de forma positiva advinda da sorte e com boa manutenção são breves intervalos de tempo, vislumbres da vida, como quem está ali de passagem.
Como emissora de tal devaneio objetivo incitar neste momento da leitura qualquer lembrança sensorial sobre o tema e episódios já vividos ou ouvidos. Quem sabe sai um discreto sorriso involuntário ou até mesmo um “não creio” que ocorreu tal bizarrice.
Minha memória traz inúmeras cenas no mínimo inusitadas. Até mesmo porque no dia em que tive essa ideia iniciei o processo de “estudo de campo” visando verbalizar isso tudo. É uma mistura de distintas energias recebidas e entregues totalmente assimétricas que como um estalo se compacta em um pequeno espaço de tempo.
Presenças reais e invisíveis que se fundem no ato da viajem vertical. Compacto, claustrofóbico, irritante e adoravelmente útil no mundo Selva de Pedra.
Uns cumprimentam outros nem olham na cara; 
Uns extravasam tanto que chegam a relatar segredos em um ato desesperado. Crendo que jamais encontraram o outrem ali inserido. 
Ponderar o mau humor mesmo quando com muita pressa e após uma longa espera está descendo, finalmente, e o elevador para no primeiro andar para ir ao térreo. Hora bola mesmo sem sentido o outro tem esse direito. 
Quando é surpreendido exatamente naqueles dias em que os hormônios borbulham e correm desenfreados pela cabeça, alma e coração em buscas aos mistérios da vida ou em como levá-la. Sem delongas, no estado chato de ser e age secamente, como fazem os mesmos que você geralmente critica quando está de boa.
E então recebe uma delicadeza representada em um olhar, saudação ou frase curta e carinhosa repleta de bem incondicional. Simples assim! Como um impacto mágico você avalia e retoma ao normal no nível chatice. E isso faz parte da troca onde os personagens se invertem e muitas vezes o bem é feito de cá outras de lá. 
Irei trabalhar mais textos sobre assuntos assim corriqueiros. Trazendo situações muitas vezes banais ou de tão corriqueiras passam despercebidas.
Chamando nossa atenção para uma percepção ou relatividade de detalhes em renovar ações arcaicas, olhando novamente, e transformando o que for preciso visando mudar para o novo.
Frases, blogs, textos e redes sociais que aconselham, ditam e escrevem conceitos e formulas para amenizar o lado pesado e sobressaltar a leveza. Bom é quando existe uma similaridade e compasso com as informações recebidas. Aproveitar essa miscigenação louvável de expressão e aplicar começando por singelos detalhes.
Não só escrever, ler ou disseminar e sim interiorizar e criar meios de aplicar.
Buscamos incansavelmente a tão desejada Felicidade. Mesmo não havendo ideia concreta sobre tal estado.
Muitos sábios pregam que a tal felicidade está nos detalhes adquiridos pelo caminho e não no final obtido.
Seguindo essa proposta vamos observar com carinho os detalhes diários. Cabendo a nós controlar, perceber e realizar pequenos ajustes do bem ou não reagir ao negativismo e perceber a doação e necessidade do outro.
Quem sabe com ações mínimas e que dizem respeito a cada qual nosso tão inflamado coração não aviste de mais perto e por mais tempo a Felicidade?
Boa sorte nas iniciativas diárias. Eu me comprometo!
Patricia Ulmann
27.04.2013