domingo, 21 de abril de 2013

O Orvalho... Chuva muito miúda. Uma representação natural de delicadeza.



O Orvalho... Chuva muito miúda. Uma representação natural de delicadeza.
Adapta-se ao meio e reflete a beleza do entorno. Percebida diferentemente por cada olhar.

“Um formato, desigual e singular com uma beleza simples que reflete o todo. Aparentemente tão delicado sensível e praticamente inexplicável. Porém, em meio a tantas diversidades e desafios naturais continua forte e resistente. Tem dias que percebo assim”.

O orvalho, sereno ou rocio é um fenômeno físico no qual a umidade do ar precipita por condensação na forma de gotas, pela diminuição brusca da temperatura ou em contato com superfícies frias.

“É um fenômeno vinculado à capacidade do ar de incorporar e reter vapor de água. Essa capacidade máxima cresce à medida que a temperatura do ar aumenta. A formação do sereno é muito comum nas noites de tempo tranquilo e calmo, quando a temperatura baixa do solo afeta o ar, fazendo o vapor atingir o ponto de saturação. Depósito de gotas de água resultantes de condensação de vapor na superfície de objetos que permanecem ao ar livre durante a noite, o orvalho forma-se nas noites claras, quando as superfícies descobertas irradiam calor para a atmosfera. As superfícies frias esfriam o ar à sua volta; se suficientemente úmida, a temperatura fica abaixo do seu ponto de orvalho. O vapor então passará, por condensação, do ar à superfície”. (Wikipédia)

Observado essa descrição e transportando aos sentimentos, posicionamentos, defesas e ações. Ficam claras várias nuances interessantes. Fazendo uma simples analogia concluímos essa mesma difusão em nossa construção e inserção ao meio ambiente com o pensar e reações que se difunde no ar em direção ao mundo externo.

Nossa presença no mundo é incorporada formada pelo vapor interno da essência e aprendizados adquiridos que se difundem e se expõem na superfície do ser. Nosso habitar!

Muitos passam sem perceber tal ação. Não entendem que são provas desse fenômeno. Ou, preferem apenas refletir o que lhes é imposto sem reação. Até um belo dia que acordará.

Os orvalhos são singelos, delicados e refletem uma força absurda em estar ali. Transferindo ao seu local tudo o que existe de melhor. Buscando refletir o que há de mais belo em sua volta como um doce detalhe de extensão para o todo. Fazendo graciosamente seu papel.

Independe do tempo exposto e sim por sua real e intensa representação quando presente.
Encanto por orvalho. Uma singela homenagem!


Patricia Ulmann
(24.04.2013 – 16:17)