quinta-feira, 18 de abril de 2013

Parecia que era assim...



Como assim?
Parecia que o tal sentimento despertado iria dançar.
Parecia que os anos passados iriam complementar. Já que não eram mais metades.
Parecia que o instintivo era os inteiros mesclar.
Parecia que um novo sentido nunca descrito iria jorrar no encontro do olhar.
Parecia que os olhares iriam inovar a forma de saborear.
Parecia que tudo aquilo tantas vezes escrito iria encurtar. Como dividir o mesmo “ventre”.
Parecia que senti intensamente um tremer delicado ao abraçar. Como o primeiro toque.
Parecia que embaralhou os desejos e só fazia travar. Ou não parar de falar.
Parecia que percebia o suor multiplicando em cada olhar que despertava.
Como uma delicada mensagem subliminar.
Parecia que estava pronta para enfrentar e desfrutar. Ousar e voltar a brincar.
Parecia que toda força guerreira acumulada por tantos anos já vividos iria aflorar.
Parecia que a leoa iria rugir confrontar com movimentos ágeis e músculos fortes até encantar.
Parecia que o cheiro ali encontrado era a essência de algo que nunca havia conseguido achar.
Parecia que o único desejo era só vontade de encostar. Nada mais. Sem cobrar.
Parecia que a vedete não sabia mais dançar. Parecia que o espectador não queria gostar.
Parecia que passos largos chegaram para dispersar.
Parecia que queria o infinito e não consegui demonstrar.
Parecia ouvir uma bela melodia que por ausência de letra não consegui cantar.
Parecia pura emoção ou somente bem-estar. Como um vento que acaba como um suspiro.
Inexperiência era mais divertida. Com o tempo viciamos em testar, analisar, cuidar, pensar e escapar.
Multiplicar a conquista individual e não achar metades.
E o como assim ficou assim. Sem para cá nem para lá... Outra hora voltará.
15.02.2013 - 23:07
Patricia Ulmann