terça-feira, 28 de maio de 2013

Como anda essa postura em confrontar os novos "Bichos Papões"?


“Bicho Papão” é um ser imaginário da mitologia. O bicho-papão é a personificação do medo, um ser mutante que pode assumir qualquer forma de bicho, um ser ou animal frequentemente de aspecto monstruoso comedor de crianças. Está sempre à espreita e é atraído por crianças desobedientes. Ou trazendo para a fase adulta “culpa”.
“Bicho Papão”, tal como outros seres míticos é usado pelos pais para assustar e impedir que as crianças desobedeçam. Na fase adulta criamos amarras para quem sabe sair da nossa zona de conforto ou explorar o novo. Até mesmo ter coragem de tentar e aceitar falhar.
Todas as suas representações estão associadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afastem ou contrariem os pais; a expressão "porta-te bem senão vem o “Bicho Papão” induzia assim o respeito das crianças sobre a eventual negligência deliberada, caso o monstro realmente viesse. Sentindo-se sozinhas e desamparadas, as crianças tendem a obedecer. Qualquer que seja a sua representação, o seu nome, que deriva do termo de conotação infantil "papar", revela a sua principal função: devorar crianças.
Analisando do prisma que a grande maioria foi criada com essa concepção como transferimos esse medo, fuga, pavor ou angustia na fase adulta? Qual a representação do “Bicho Papão” na maturidade? Ele ainda atormenta e veem a devorar nossos sonhos, desejos ou anseios? 
Livramo-nos desse monstro que assombra e quer devorar nossa criatividade, liberdade e coragem? Será que hoje é a hora de encarar esses tais “Bicho Papão” já que somos aparentemente maduros ou corajosos?
 Analisando de forma positiva pode ser um belo motivador para não deixar o “caos da mesmice e da inércia” tomar conta de um adulto formado por “não, cortes de asas” motivados pelo medo ou “Bicho Papão”?
No presente e munidos da prática, estratégia, teoria bem como calos adquiridos por primaveras vividas. Há resistência, resiliência, sensibilidade e percepção tanto de defesa bem como de ataque. Correto? Às vezes sim... Muitas vezes não. E na grande maioria uma fundição de resultado indeterminado. O desenvolver molda de acordo com cada personalidade e situação. Horas mais razão e em outro mais coração e novamente a indecisa miscigenação.
Cada evento cotidiano ou especial emerge uma nova adaptação e enfrentamento. Como adaptamos tudo aprendido com os “Bichos Papões” vividos?
Aprendemos a nos defender ou tapamos a cabeça e visão com a coberta? Igual quando éramos pequeninos. Ainda corremos atrás de alguém que possa nos salvar, fugindo assim da nossa responsabilidade? Ou somos forte o bastante para enfrentar e achar um novo “Bicho Papão”?
Como anda essa postura em confrontar os novos “Bichos Papões”?
Realmente vale a pena o resgate e pensar nesse fato.
Obrigada e boa leitura.
Gentilmente, quem puder deixe sua percepção ou crítica positiva sobre o tema.
Com essa ação já estou enfrentando um  “Bicho Papão”. O da exposição!
Um forte Abraço,
Patricia Ulmann
28.05.2013 – 20:53
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