terça-feira, 7 de maio de 2013

Sinto falta de mim... Mais uma poesia!


 Sinto falta de mim...

Mim não existo?
Mim não faço nada?
Mim não aplico?

Que veem de longe para explanar alguns instantes
Que assemelha ao resgate de uma conexão ou composição.

Trabalhar, organizar, prestar ser provedora.
Amar, abdicar, moldar, aceitar e intermediar
Proteger, preencher e completar esse é o papel assumido pela leoa.

Moça crescida? Jovem senhora? Mulher forte e decidida?
Muitas vezes queria ser só mais uma coisa indefinida...

Com o passar não tem como escapar.
Somos somas de reações completas, incompletas e insanas.
Fruto e produto de certos e errados, maravilhosamente, encaixados.

Viver na impetuosidade advinda da realidade.
Salada mista de adequação ponderação e esboços mapeados.
Motivação objetivando satisfação do conjunto, etnia e ligação de seiva.

A vida nos apresenta frases prontas que atacamos, incorporamos e alteramos.
Incorporando melhoras que afaga e resgata em “mim”  tudo isso.
Uma brincadeira literária onde escorrego e esqueço bem como acho.

Cada dia reinventando e buscando eu. Cada dia aprende a respeitar a si para prestar o melhor aos meus e aos nossos. Não há como voltar. Pode aplicar o desapegar do que não precisa carregar.

Eu adoro minha desarrumação continua em arrumar tudo!
Alívio de condição, força e emoção temperada com muita emulsão.
Mediante tantas impressões eu, às vezes, algumas vezes sinto falta de mim.
Exatamente do que ¿ Não sei. Pode ser um simples tempo ou resgate de uma condição de leveza.

Uma frágil analogia até mesmo infame.
Aonde os grandes podem perceber como pura blasfêmia.
Sem conexão bem recheado de coração e imensidão.
Poesia de garagem, sem intenção, só pra dizer que, às vezes, sinto falta de mim.

Patricia Ulmann
07.05.2013 – 19:55